sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Blade Runner

Rating:★★★★★
Category:Movies
Genre: Science Fiction & Fantasy
Filme: Blade Runner – O caçador de andródes – Versão do Diretor
Gênero: Ficção Científica
Roteiro adaptado do livro – “Do Androids Dream of Electric Sheep?” de Philp K. Dick escrito em 1950(?).
Direção: Ridley Scott
Ano: 1982
Elenco: Harison Ford, Sean Young, Rutger Hauer, Daryl Hannah, Edward James Olmos.
Trilha Sonora: Vangelis

Ambientação: Los Angeles – 2019 – sociedade decadente, radioativa, poluída, migração do homem para as colônias no espaço.

Sinopse: Policial aposentado é convocado para eliminar um grupo de androides fugitivos que retornam à terra com o objetivo de se encontrar com seu criador e questiona a condição humana ao se apaixonar por uma andróide do grupo.

Crítica: Ícone de uma geração, este filme apresenta magnificamente a discussão sobre a relação do homem com seu criador em uma sociedade decadente em vias de extinção.

Seu clima noir, resgata a estética e o mistério dos filmes de Humphrey Boggart do detetive solitário e durão da década de 1930/40 que é arrebatado pelo amor da mocinha. Só que, desta vez, a mocinha não é humana, é um simulacro que levanta a discussão do que é ou não humano, ou o que pode ser mais humano na humanidade. Quem sabe seu dia de morte? Quem vive para sempre? Ou melhor, quem está vivo? Quem vive?

Neste filme, o romance se mistura com a violência dura e crua da sociedade pós-moderna decadente e deteriorada tanto fisicamente quanto moralmente.

Poderão os personagens fugir desta sociedade e abandonar os valores de seu tempo para resgatar o amor romântico? Sobreviverão à este avalanche pós-moderno valores como o amor, a dedicação, a fidelidade e o companheirismo?

E, apesar de 2019 estar muito próximo para podemos ter viagens interestelares e andróides perfeitos, e a visão apocalíptica do autor parecer não estar se concretizando, nem de perto, esta discussão é mais atual que nunca.

Recomendo assistir as duas versões, a original de 1982 e a versão do diretor 10 anos depois e fazer seu contraponto. As mudanças de uma versão para a outra parecem ser pequenas e sutis, mas alteram fundamentalmente a história e sua compreensão.

Outro ponto importante deste filme é sua trilha sonora criada por Vangelis, que é perfeitamente adaptada e reforça todos os pontos, desde a melancolia e a tristeza da luta pela sobrevivência ao resgate do romance no meio de toda aquela confusão.

Se você não viu este filme, esta é a hora! Se já o viu veja novamente. Se não o tem, compre, é um filme para se ter na cabeceira da cama ou na estante da sala de TV, junto com o Poderoso Chefão e Star Wars.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

A Teoria da Semi-Cultura e a Teoria Crítica

O problema de estudar é este... somos expostos a idéias e questões que nos fazem perceber o mundo e nos obrigam a pensar, a ficar com dor de cabeça e sem sexo...


Este ano uma série de informações e conceitos estão sendo revistos, relidos e reapreciados em minha pequena vidinha, e Adorno apareceu para abalar as estruturas mal construídas da minha personalidade...


Dizem que aprender é isso... deixar cair o que há de velho e mal construído para que, sobre as ruínas, uma nova construção seja erguida. Com novos alicerces, mais firmes que os anteriores, sem no entanto serem inanaláveis por novos e outros terremotos originados por novas idéias e conceitos...


Neste mês há uma programação especial no meu curso de mestrado que trata de um autor e filósofo alemão que se chama Theodor Adorno http://republika.pl/peenef2/angielski/hasla/a/adorno.html ou na wikipedia... http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodor_Adorno


Mas voltemos às teorias de Adorno... Adorno, para os que não foram no link sugerido, não é um enfeite que se pode colocar sobre as prateleiras ou sobre os seios de uma mulher.


A teoria da Semi-cultura aparece para nos mostrar e explicar que vivemos em uma sociedade que é uma escola que finge que ensina e nós, dentro desta sociedade fingimos que aprendemos... somos formados para termos uma educação enciclopédica e nos tornamos literalmente a nata da sociedade.


OBSIMPAC (OBServação IMportante PrÁ Caralho):Nata é aquele troço nojento, gorduroso, superficial que se forma no leite, tem gente que gosta... mas eu acho nojento... Senadores romanos também eram gordurosos e nojentos...


Nas observações deste pensador e filósofo (Adorno) os meios de comunicação e a nossa sociedade moderna transformaram tudo em meras coisas... é a coisificação do mundo! Tudo virou mercadoria e tudo não passa de informação breve e sem profundidade.


Aprendemos as notas iniciais das sinfonias, mas não temos a capacidade de apreciá-las. Vemos os quadros e conhecemos os pintores, mas não compreendemos a arte e sua expressão máxima, lemos poesia mas ficamos exclusivamente na sua primeira leitura, sem entender o todo que há por trás... sem interpretarmos em sua plenitude para alcançarmos o momento estético máximo, Balet e Ópera nem se fala...


Sabemos os nomes dos deuses do olimpo, mas lembramos deles apenas quando vemos algum desenho da Disney, vemos o Japão como exótico, os indígenas brasileiros como preguiçosos, os europeus como cultos, os americanos como imperialistas, mas não somos capazes de ir a fundo na compreensão de nenhuma cultura.


Nos limitamos exclusivamente a reter a informação superficial sem compreendermos as culturas e os fatos em sua contextualização.


Pela minha humilde compreensão do todo... a teoria da Semi Cultura leva à Teoria Crítica. (notem bem... estou aqui também praticando a teoria da semicultura e estou apresentando apenas as pequenas notas superficiais sobre o autor e suas teorias... se alguém desejar se aprofundar que compre livros e os leia)


A semi cultura leva à banalização dos fatos, ao sucateamento do pensamento, à incapacidade definitiva de sermos cidadãos plenos.


Ao percebermos que somos superficiais em nosso conhecimento do mundo que nos cerca devemos tentar recuperar nossa capacidade de criticar o mundo pela compreensão e apreensão dos fatos.


Nietzsche já levantava a lebre anos antes com a questão de que a ciência e a tecnologia não nos fizeram melhores pessoas, não transformaram o mundo como esperava o pensamento de Kant. 


Adorno seguindo a lebre de Nietzche agrava mais ainda a nossa situação nos informando que ainda somos capazes de praticar a barbárie, ou barbarismo como aconteceu com os Judeus na Alemanha Nazista, com os russos sob a mão de Stalin, e ainda, em pleno século XXI, sem que Adorno nos visse ou soubesse, a história se repetiu, mais recentemente com os muçulmanos por conta do Uncle Sam Bush e com os palestinos em Israel, enfim... e com todas as louras das piadas, com as minorias sexuais e raciais.


A teoria crítica de Theodor Adorno nos conclama a pensar que precisamos ser mais críticos e que devemos ir mais a fundo nas notícias e nas informações que chegam até nós, que devemos criticar tudo para evitarmos sermos enganados pelos poderes que detém os meios de comunicação de massa e para evitarmos aceitar todo tipo de informação banalizada e todo tipo de dominação implícita neste tipo de informação.


O preconceito é semicultura!


As piadas sexuais, raciais, políticas... tiram do outro a possibilidade de rir conosco. Banalizam os sentimentos e pensamentos dos que são diferentes, dos que pensam diferente, dos que fazem diferente lançando-os ao mais profundo inferno do isolamento social.


Não penso que devamos deixar de ver graça nas piadas raciais, políticas, etc... longe disso, mas que também observemos que por trás destas piadas existe um forte apelo à violência simbólica e à negação do outro em sua individualidade e sua capacidade de ser uma pessoa como todos nós.


Podemos fazer diferente, podemos começar a aceitar as pessoas à nossa volta do jeito que elas são e não do jeito que desejaríamos que elas fossem.


Que tal passarmos a rir de outras coisas. Podemos rir do próprio formato da piada, de seu absurdo cultural, de quem as produz ou as difunde? Ou podemos passar ao humor non sense não preconceituoso, o mundo é muito engraçado podemos rir de tudo e de todos sem diminuirmos ninguém e sem que para isso transformemos alguém ou algum povo em escória.


Ri melhor quem ri acompanhado!


Durmam tranquilos que nada mudou, é apenas um gordo, na crise da meia idade, neto de português fazendo o dever de casa!


Abraços


Rodrigo

sábado, 5 de agosto de 2006

Sebos Virtuais

Rating:★★★★★
Category:Other
Vini vidi vici...

Para os amigos que vivem procurando livros esgotados...e para os viciados em sebos...Encontrei, comprei e recebi...

Encontrei na internet um portal que congrega mais de 200 sebos em todo o Brasil. É o Estante Virtual http://www.estantevirtual.com.br

Neste site estão cadastrados sebos de todo o Brasil, com livros catalogados por título, autor, tema/estante, cidade, livraria.

O mais legal é que qualquer um pode vender seus livros usados lá também, você faz um cadastro, coloca seus títulos por lá e vende.

Por enquanto o cartão de crédito não rola por lá não, encarece demais o serviço e as transações são feitas diretamente com o livreiro por depósito bancário e por e-mail.

Recebi os três livros que encomendei em menos de 5 dias úteis, com um atendimento nota 10! Super fácil.

Experimentem!
Abraços

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Para quem gosta de SENTAR !

Rating:★★★★★
Category:Other
Exposição do Vitra Museum, em BSB até 11 de agosto

Recebi do meu primo que mora em Brasília e foi ver a exposição...

Um pouco tarde para chegar lá, não vi e gostei!

Para quem não sabe esta é uma exposição de miniaturas de projetos de designers famosos de cadeiras. As miniaturas estão à venda.

Para nós designers é um assunto quase feitiche, e talvez sem muita novidade, mas para os outros colegas que pensam que sentar é em qualquer lugar e de qualquer forma e que seja o mais barato possível um alerta:

- Se vc não sabe onde está sentando cuidado, pode doer!

Para quem quiser ver todas as fotos é só clicar no link do Vitramuseum...vale a visita!
http://www.design-museum.com/shop/

Abraços