| Rating: | ★★★★★ |
| Category: | Movies |
| Genre: | Science Fiction & Fantasy |
Gênero: Ficção Científica
Roteiro adaptado do livro – “Do Androids Dream of Electric Sheep?” de Philp K. Dick escrito em 1950(?).
Direção: Ridley Scott
Ano: 1982
Elenco: Harison Ford, Sean Young, Rutger Hauer, Daryl Hannah, Edward James Olmos.
Trilha Sonora: Vangelis
Ambientação: Los Angeles – 2019 – sociedade decadente, radioativa, poluída, migração do homem para as colônias no espaço.
Sinopse: Policial aposentado é convocado para eliminar um grupo de androides fugitivos que retornam à terra com o objetivo de se encontrar com seu criador e questiona a condição humana ao se apaixonar por uma andróide do grupo.
Crítica: Ícone de uma geração, este filme apresenta magnificamente a discussão sobre a relação do homem com seu criador em uma sociedade decadente em vias de extinção.
Seu clima noir, resgata a estética e o mistério dos filmes de Humphrey Boggart do detetive solitário e durão da década de 1930/40 que é arrebatado pelo amor da mocinha. Só que, desta vez, a mocinha não é humana, é um simulacro que levanta a discussão do que é ou não humano, ou o que pode ser mais humano na humanidade. Quem sabe seu dia de morte? Quem vive para sempre? Ou melhor, quem está vivo? Quem vive?
Neste filme, o romance se mistura com a violência dura e crua da sociedade pós-moderna decadente e deteriorada tanto fisicamente quanto moralmente.
Poderão os personagens fugir desta sociedade e abandonar os valores de seu tempo para resgatar o amor romântico? Sobreviverão à este avalanche pós-moderno valores como o amor, a dedicação, a fidelidade e o companheirismo?
E, apesar de 2019 estar muito próximo para podemos ter viagens interestelares e andróides perfeitos, e a visão apocalíptica do autor parecer não estar se concretizando, nem de perto, esta discussão é mais atual que nunca.
Recomendo assistir as duas versões, a original de 1982 e a versão do diretor 10 anos depois e fazer seu contraponto. As mudanças de uma versão para a outra parecem ser pequenas e sutis, mas alteram fundamentalmente a história e sua compreensão.
Outro ponto importante deste filme é sua trilha sonora criada por Vangelis, que é perfeitamente adaptada e reforça todos os pontos, desde a melancolia e a tristeza da luta pela sobrevivência ao resgate do romance no meio de toda aquela confusão.
Se você não viu este filme, esta é a hora! Se já o viu veja novamente. Se não o tem, compre, é um filme para se ter na cabeceira da cama ou na estante da sala de TV, junto com o Poderoso Chefão e Star Wars.
Boa dica, fazer a sessão dupla. Nunca assisti a versão do diretor, fiquei curiosa... :)) beijinho
ResponderExcluirFique com a original. Pelo menos é a minha opnião pessoal. A versão do diretor não adicionou nenhum entendimento ou dimensão a mais à estória, apenas mudou o foco e prefiro o foco original.
ResponderExcluirMas assista e tire suas próprias conclusões (desde que concorde comigo). :-)
Hahahahahaha... palhaço!
ResponderExcluirPois justamente ver o outro foco é que dá graça à coisa toda.... :P
Na versão do diretor ele tira a narração do protagonista e deixa a sugestão de que ele tb é um androide... eu tb prefiro a primeira versão, mas talvez por saudosismo... a segunda versão é mais próxima do livro...
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