sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Desculpem eu ter desaparecido do meu Blog...

Prezados,


Nos últimos dois meses tenho andado atarefado ao extremo... mestrado, leituras e escritas e o mais importante... está chegando minha filhota de número 4...


Mais precisamente, nestas últimas duas semanas a coisa ficou preta por aqui... baixou um santo arrumadô na patroa que resolveu mandar pintar, reformar e arrumar tudo para a chegada a Isabel.


Para quem não sabe... tenho 3 filhos, Estela com 5 anos e 9 meses, Alice com 3 anos e 2 meses e Henrique com 1 ano e 6 meses... e agora, segundo o obstetra no dia 22 de outubro nascerá a Isabel...


Assim tenho motivos de sobra para estar longe dos amigos do multiply, dos repentes políticos e dos temas polêmicos da atualidade.


Com esta nota breve peço paciência a todos e anuncio que em breve este blog estará qualhado de fotos não científicas e monocromáticas que não ofenderão os estômagos mais sensíveis.


Abraços e até breve! 

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Blade Runner

Rating:★★★★★
Category:Movies
Genre: Science Fiction & Fantasy
Filme: Blade Runner – O caçador de andródes – Versão do Diretor
Gênero: Ficção Científica
Roteiro adaptado do livro – “Do Androids Dream of Electric Sheep?” de Philp K. Dick escrito em 1950(?).
Direção: Ridley Scott
Ano: 1982
Elenco: Harison Ford, Sean Young, Rutger Hauer, Daryl Hannah, Edward James Olmos.
Trilha Sonora: Vangelis

Ambientação: Los Angeles – 2019 – sociedade decadente, radioativa, poluída, migração do homem para as colônias no espaço.

Sinopse: Policial aposentado é convocado para eliminar um grupo de androides fugitivos que retornam à terra com o objetivo de se encontrar com seu criador e questiona a condição humana ao se apaixonar por uma andróide do grupo.

Crítica: Ícone de uma geração, este filme apresenta magnificamente a discussão sobre a relação do homem com seu criador em uma sociedade decadente em vias de extinção.

Seu clima noir, resgata a estética e o mistério dos filmes de Humphrey Boggart do detetive solitário e durão da década de 1930/40 que é arrebatado pelo amor da mocinha. Só que, desta vez, a mocinha não é humana, é um simulacro que levanta a discussão do que é ou não humano, ou o que pode ser mais humano na humanidade. Quem sabe seu dia de morte? Quem vive para sempre? Ou melhor, quem está vivo? Quem vive?

Neste filme, o romance se mistura com a violência dura e crua da sociedade pós-moderna decadente e deteriorada tanto fisicamente quanto moralmente.

Poderão os personagens fugir desta sociedade e abandonar os valores de seu tempo para resgatar o amor romântico? Sobreviverão à este avalanche pós-moderno valores como o amor, a dedicação, a fidelidade e o companheirismo?

E, apesar de 2019 estar muito próximo para podemos ter viagens interestelares e andróides perfeitos, e a visão apocalíptica do autor parecer não estar se concretizando, nem de perto, esta discussão é mais atual que nunca.

Recomendo assistir as duas versões, a original de 1982 e a versão do diretor 10 anos depois e fazer seu contraponto. As mudanças de uma versão para a outra parecem ser pequenas e sutis, mas alteram fundamentalmente a história e sua compreensão.

Outro ponto importante deste filme é sua trilha sonora criada por Vangelis, que é perfeitamente adaptada e reforça todos os pontos, desde a melancolia e a tristeza da luta pela sobrevivência ao resgate do romance no meio de toda aquela confusão.

Se você não viu este filme, esta é a hora! Se já o viu veja novamente. Se não o tem, compre, é um filme para se ter na cabeceira da cama ou na estante da sala de TV, junto com o Poderoso Chefão e Star Wars.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

A Teoria da Semi-Cultura e a Teoria Crítica

O problema de estudar é este... somos expostos a idéias e questões que nos fazem perceber o mundo e nos obrigam a pensar, a ficar com dor de cabeça e sem sexo...


Este ano uma série de informações e conceitos estão sendo revistos, relidos e reapreciados em minha pequena vidinha, e Adorno apareceu para abalar as estruturas mal construídas da minha personalidade...


Dizem que aprender é isso... deixar cair o que há de velho e mal construído para que, sobre as ruínas, uma nova construção seja erguida. Com novos alicerces, mais firmes que os anteriores, sem no entanto serem inanaláveis por novos e outros terremotos originados por novas idéias e conceitos...


Neste mês há uma programação especial no meu curso de mestrado que trata de um autor e filósofo alemão que se chama Theodor Adorno http://republika.pl/peenef2/angielski/hasla/a/adorno.html ou na wikipedia... http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodor_Adorno


Mas voltemos às teorias de Adorno... Adorno, para os que não foram no link sugerido, não é um enfeite que se pode colocar sobre as prateleiras ou sobre os seios de uma mulher.


A teoria da Semi-cultura aparece para nos mostrar e explicar que vivemos em uma sociedade que é uma escola que finge que ensina e nós, dentro desta sociedade fingimos que aprendemos... somos formados para termos uma educação enciclopédica e nos tornamos literalmente a nata da sociedade.


OBSIMPAC (OBServação IMportante PrÁ Caralho):Nata é aquele troço nojento, gorduroso, superficial que se forma no leite, tem gente que gosta... mas eu acho nojento... Senadores romanos também eram gordurosos e nojentos...


Nas observações deste pensador e filósofo (Adorno) os meios de comunicação e a nossa sociedade moderna transformaram tudo em meras coisas... é a coisificação do mundo! Tudo virou mercadoria e tudo não passa de informação breve e sem profundidade.


Aprendemos as notas iniciais das sinfonias, mas não temos a capacidade de apreciá-las. Vemos os quadros e conhecemos os pintores, mas não compreendemos a arte e sua expressão máxima, lemos poesia mas ficamos exclusivamente na sua primeira leitura, sem entender o todo que há por trás... sem interpretarmos em sua plenitude para alcançarmos o momento estético máximo, Balet e Ópera nem se fala...


Sabemos os nomes dos deuses do olimpo, mas lembramos deles apenas quando vemos algum desenho da Disney, vemos o Japão como exótico, os indígenas brasileiros como preguiçosos, os europeus como cultos, os americanos como imperialistas, mas não somos capazes de ir a fundo na compreensão de nenhuma cultura.


Nos limitamos exclusivamente a reter a informação superficial sem compreendermos as culturas e os fatos em sua contextualização.


Pela minha humilde compreensão do todo... a teoria da Semi Cultura leva à Teoria Crítica. (notem bem... estou aqui também praticando a teoria da semicultura e estou apresentando apenas as pequenas notas superficiais sobre o autor e suas teorias... se alguém desejar se aprofundar que compre livros e os leia)


A semi cultura leva à banalização dos fatos, ao sucateamento do pensamento, à incapacidade definitiva de sermos cidadãos plenos.


Ao percebermos que somos superficiais em nosso conhecimento do mundo que nos cerca devemos tentar recuperar nossa capacidade de criticar o mundo pela compreensão e apreensão dos fatos.


Nietzsche já levantava a lebre anos antes com a questão de que a ciência e a tecnologia não nos fizeram melhores pessoas, não transformaram o mundo como esperava o pensamento de Kant. 


Adorno seguindo a lebre de Nietzche agrava mais ainda a nossa situação nos informando que ainda somos capazes de praticar a barbárie, ou barbarismo como aconteceu com os Judeus na Alemanha Nazista, com os russos sob a mão de Stalin, e ainda, em pleno século XXI, sem que Adorno nos visse ou soubesse, a história se repetiu, mais recentemente com os muçulmanos por conta do Uncle Sam Bush e com os palestinos em Israel, enfim... e com todas as louras das piadas, com as minorias sexuais e raciais.


A teoria crítica de Theodor Adorno nos conclama a pensar que precisamos ser mais críticos e que devemos ir mais a fundo nas notícias e nas informações que chegam até nós, que devemos criticar tudo para evitarmos sermos enganados pelos poderes que detém os meios de comunicação de massa e para evitarmos aceitar todo tipo de informação banalizada e todo tipo de dominação implícita neste tipo de informação.


O preconceito é semicultura!


As piadas sexuais, raciais, políticas... tiram do outro a possibilidade de rir conosco. Banalizam os sentimentos e pensamentos dos que são diferentes, dos que pensam diferente, dos que fazem diferente lançando-os ao mais profundo inferno do isolamento social.


Não penso que devamos deixar de ver graça nas piadas raciais, políticas, etc... longe disso, mas que também observemos que por trás destas piadas existe um forte apelo à violência simbólica e à negação do outro em sua individualidade e sua capacidade de ser uma pessoa como todos nós.


Podemos fazer diferente, podemos começar a aceitar as pessoas à nossa volta do jeito que elas são e não do jeito que desejaríamos que elas fossem.


Que tal passarmos a rir de outras coisas. Podemos rir do próprio formato da piada, de seu absurdo cultural, de quem as produz ou as difunde? Ou podemos passar ao humor non sense não preconceituoso, o mundo é muito engraçado podemos rir de tudo e de todos sem diminuirmos ninguém e sem que para isso transformemos alguém ou algum povo em escória.


Ri melhor quem ri acompanhado!


Durmam tranquilos que nada mudou, é apenas um gordo, na crise da meia idade, neto de português fazendo o dever de casa!


Abraços


Rodrigo

sábado, 5 de agosto de 2006

Sebos Virtuais

Rating:★★★★★
Category:Other
Vini vidi vici...

Para os amigos que vivem procurando livros esgotados...e para os viciados em sebos...Encontrei, comprei e recebi...

Encontrei na internet um portal que congrega mais de 200 sebos em todo o Brasil. É o Estante Virtual http://www.estantevirtual.com.br

Neste site estão cadastrados sebos de todo o Brasil, com livros catalogados por título, autor, tema/estante, cidade, livraria.

O mais legal é que qualquer um pode vender seus livros usados lá também, você faz um cadastro, coloca seus títulos por lá e vende.

Por enquanto o cartão de crédito não rola por lá não, encarece demais o serviço e as transações são feitas diretamente com o livreiro por depósito bancário e por e-mail.

Recebi os três livros que encomendei em menos de 5 dias úteis, com um atendimento nota 10! Super fácil.

Experimentem!
Abraços

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Para quem gosta de SENTAR !

Rating:★★★★★
Category:Other
Exposição do Vitra Museum, em BSB até 11 de agosto

Recebi do meu primo que mora em Brasília e foi ver a exposição...

Um pouco tarde para chegar lá, não vi e gostei!

Para quem não sabe esta é uma exposição de miniaturas de projetos de designers famosos de cadeiras. As miniaturas estão à venda.

Para nós designers é um assunto quase feitiche, e talvez sem muita novidade, mas para os outros colegas que pensam que sentar é em qualquer lugar e de qualquer forma e que seja o mais barato possível um alerta:

- Se vc não sabe onde está sentando cuidado, pode doer!

Para quem quiser ver todas as fotos é só clicar no link do Vitramuseum...vale a visita!
http://www.design-museum.com/shop/

Abraços

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Rodrigo Vieira Ribeiro's Photo Galleries at pbase.com

http://www.pbase.com/rodrigoribeiro
Tem umas fotos minhas por lá... aos poucos vou passar tudo para cá...

Pete Cabralis Design, Comunicação e Marketing

http://www.petecabralis.com.br
Esta é minha agência... muito desativada, meio que completamente parada... mas com um portifólio que dá prá olhar... mantenho o site para depois mudar para a área de Tecnologias da Educação e Design de Interface

FÉRIAS...Muito inquietas...

Férias? O que é isso?


Quando éramos jovens, crianças ainda, tínhamos férias! Isso sim eram férias! 3 meses de férias no verão e 1 mês de férias no inverno.


Podíamos ficar o dia inteirinho a trabalhar no que mais nos interessava.


Piscina, praia, bicicleta, brincar de polícia-ladrão, subir morro, fazer represa na chuva, conversar com os amigos até tarde, ver TV, na época 1 canal só que passava filme, sessão da tarde, Jerry Lewis, filmes de guerra e de caubói.


Podíamos ficar na rua, brincando sem problemas.


Nossos pais, quando tiravam férias, passavam o mês inteirinho com a gente, as vezes dava até para viajar.


Era um mundo mais lento, mas fácil de entender e de viver, bom e mau, preto e branco.


Não sou saudosista, nem penso que o mundo era melhor naquela época.


Vivíamos uma ditadura militar, não tínhamos opção de cultura, apenas o que era fornecido pelo monopólio televisivo, censura e tudo o mais... sem contar que vivíamos em um mundo onde quase nada acontecia, o tempo não passava.


Me lembro de um filme que sou fã, do Grupo Monty Python, "A Vida de Brian", se você não o viu encontre em sua locadora mais próxima e veja!


É hilário... em um determinado trecho onde o personagem principal está escondido dos romanos no seio de uma "Organização para a Libertação da Palestina" (ou algo muito parecido, com o nome mais engraçado) que eles conspiram para sequestrar a mulher de Pôncio Pilates e discutem o que irão pedir como resgate... o diálogo é mais ou menos assim(os puristas que perdoem minha memória):


- Que os Romanos vão embora e levem toda a sua influência cultural e imperialista!


- Mas eles nos truxeram o Aqueduto que nos mantém com água o ano todo...


- Então...Que os Romanos vão embora e levem toda a sua influência cultural e imperialista e deixem o aqueduto!


- Mas eles nos truxeram as estradas e os pedágios, que é uma ótima fonte de arrecadação...


- Então...Que os Romanos vão embora e levem toda a sua influência cultural e imperialista e deixem o aqueduto, as estradas e os pedágios!


- Mas eles nos truxeram a organização nas feiras, a coleta de lixo e a saúde...


- Então...Que os Romanos vão embora e levem toda a sua influência cultural e imperialista e deixem o aqueduto, as estradas e os pedágios, deixem também a organização das feiras, a coleta de lixo e a saúde!


- E eles trouxeram também seu dinheiro para gastar conosco e suas mulheres que são ótimas e nos deixam bulir com elas!


- É... os Romanos só trouxeram coisas boas... Então,... que os Romanos apenas vão embora e deixem toda a sua influência cultural e imperialista e suas mulheres para que possamos bulir com elas!


Resultado...vivemos querendo manter os lucros que as mudanças nos proporcionam, mas não desejamos pagar o preço. A pós-modernidade nos fez perder as férias, temos tempo nenhum, ficamos o dia e o ano inteiro correndo atrás do prejuízo, sonhamos com aquele passado de criança, quando tudo era mais simples.


Não queremos abrir mão de tudo o que temos hoje: Liberdade, opções, comunicação instantânea, pluralidade cultural, saúde, remédios para quase tudo, meios de locomoção mais seguros, comida saudável se vc deseja ter comida saudável... enfim... é inegável que hoje é melhor que há vinte anos atrás...


Mas vivemos uma correria que poderia ser menor. Poderíamos ter um mundo mais justo, mais correto para se viver honestamente, nisso eu concordo.


Mas eu disse que está melhor e não que está perfeito!


Há uns 10 anos atrás eu tinha um cliente no Rio, que trabalhava sempre de terno, todos os empregados dele também, de segunda a sexta era aquela correria, sempre muito trabalho e muita atividade e preocupação, bem humorados, mas muito sérios.


Teve uma vez que precisei ir lá durante um final de semana e o que descobri? Estavam todos lá! Trabalhando, apenas com roupas diferentes... bermuda e camiseta, todos sorridentes, alegres, felizes, mas lá... trabalhando... e, note bem, corretamente recebendo para isso...


Neste dia eu descobri que na atualidade a diferença entre o trabalho e o descanço é a vestimenta!


Que é impossível ter férias de um mês e finais de semana de pernas pro ar! Que esta imagem paradisíaca da época de nossos pais corresponde a uma realidade que não existe mais.


Que somos seres produtivos e que não pode haver diferença entre trabalho e descanso maior que a roupa que usamos e, finalmente que, quando éramos crianças não tínhamos a percepção de que nossos pais também não descansavam como lembramos que eles faziam.


Eu viajei, visitei em férias alguns países e o que fiz durante os 10 ou 15 dias nos lugares? Trabalhei, andei prá cima e para baixo tentando aproveitar o máximo o lugar, fotografando, indo a shows e óperas, comprando, consumindo... correndo igualzinho ao meu período de trabalho!


Sem descanço.


Quando estava chegando ao final de minhas férias sonhava com voltar ao trabalho para descançar! Voltar para a minha cama!


Férias de 30 dias? Alguém tem uma prá vender? Pago bem!


Mas eu quero as férias... de pernas pro ar!


Abraços


Rodrigo

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Nada Inquieto, mas sempre com uma pulga atrás da orelha...

Depois da bonaça... vem a tempestade...


Esta semana estava lendo sobre a Educação no período da Primeira República, um autor muito interessante e bem crítico(Paolo Nosella) que mostra(como Guimarães Rosa já havia feito) que a Primeira República era um engodo, pois apenas mudaram-se as titulações, e os políticos e o poder continuava nas mãos das mesmas pessoas do antigo regime...


Mas a crítica do escritor era sobre o caráter pseudo liberal da educação na Primeira República, que apresentava a face de "educação para a cidadania" para "inglês ver" e "alfabetização para todos" apenas no papel, e, só oferecia escola de qualidade para as elites hegemônicas do país... o interesante é a visão do crítico que alivia a culpa das elites e o governo da época demonstrando que, por ser um país com uma economia extrativista, onde era só pegar e vender, este modelo de escola era suficiente.. afinal para que servia ler e pensar se o cara só precisava usar a força?


Que nossa visão crítica atual, completa ele, se deve às necessidades de um mundo industrial, que necessita de um trabalhador que pensa, sabe ler, usa a criatividade e precisa de escola. E que a escola das elites na Primeira República serviram para que os por ela formados constituissem nossa industria e nosso setor de serviços...


Depois deste período ele critica a fase populista da educação.... que surge na década de 1930 e vai até o início da década de 1990. que também amplia a democratização no papel e expande o acesso à escola mantendo o dualismo da educação para pobres e para a elite.


Não entrarei em detalhes sórdidos pois vivemos esta época na pele...e presenciamos os detalhes: a degradação do ensino público, a queda na qualidade da formação dos professores, a eliminação do poder pensante e autônomo, o crescimento da rede pública sempre com investimentos insuficientes, a falta de critérios de avaliação de desempenho de professores, o sucateamento das universidades federais e estaduais e a proliferação de escolas privadas sem fiscalização adequada com o ensino noturno de baixa qualidade (não que não exista ensino noturno de qualidade... estou falando dos ruins... outro dia falarei dos bons...).


Este período também teve suas conquistas, nossa LDB é bastante avançada e democratizante, mas como sempre, a verba nunca chegou para a educação e tudo o que foi feito, aparentemente serviu aos propósitos do Governo de melhorar índices e estatísticas superficiais de qualidade de vida.


A década de 1990 surge com uma reavaliação de todos os costumes, políticas, pensamentos, filosofias, enfim... no campo da educação começa-se a repensar a qualidade da educação e a educação para todos...


Aí surge o Neo-Liberalismo! Que promove a retirada definitiva da máquina do governo de onde ele sempre faltou... o que não tinha, agora declarou que não vai ter mais mesmo...


O neoliberalismo pode servir lá pras negas dele... onde o Estado do Bem Estar Social já foi implantado... mas aqui? Onde ainda nem vivemos direito a saída de país agrário para industrial?


Nunca tivemos revolução industrial e fomos assambarcados pela era da informação... temos que queimar etapas, como fez o Japão Feudal, isso eu concordo, mas não podemos importar modelos que não servem para nós.


 


 


 


 


 

terça-feira, 11 de julho de 2006

OUTRA INQUIETAÇÃO... FAZER 43 ANOS!

Pois é, passei pelos 30 sem nem perceber, cheguei aos 40 na boa... sempre ouvi que havia a crise dos 30 e a dos 40... crises que não vivenciei, não vivi... não como dizem... psicanalítica, vivencial, depressiva... nada disso...


Andei percebendo algumas diferenças físicas, cabelo na orelha, no nariz, sobrencelha desgrenhada... uma dorzinha de coluna aqui outra ali... e a falta de disposição para ficar acordado e virar a noite seja lá para o que for...


Mas tenho a impressão de que eu estava preparado para estas mudanças e passei por elas rindo, como tudo o que faço na vida.


Rio dos meus erros, rio das minhas deficiências e das minhas faltas e acima de tudo, rio de mim. Acho tudo muito divertido e engraçado... adoro uma boa risada.


Mas o 43 me pegou de jeito!


Neste ano percebi que precisava, precisava mesmo de óculos! Ler sempre foi minha atividade preferida... de uns tempos para cá percebi que eu lia cada vez mais devagar e cada vez com mais dor de cabeça... fui ao oculista e ele achou... PRESBIOPIA, a terrível declaração definitiva da idade final!


Da velhice incontestável, até este ano eu pensava como se tivesse 20 e acreditava que tinha 20 anos!


Mas agora eu uso aquele oclinhos de velho, com 1 grau! Para perto!


Ainda vejo muito bem de longe...enxergo mais até do que existe...heheh... mas para ler de perto... sou um velho!


Pois é!


43 anos... me pesam o quase meio século... andei repensando muitas coisas... não sei se são os 43 ou os óculos...


Mas começo a enxergar o mundo diferente, com olhos presbíopes... se o mundo fica mais bonito ou mais feio assim... tanto vaz.


O que vale é que de perto eu não enxergo mais... portanto para mim agora todos são normais!


Abraços


 


 

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Primeira Inquietação, quem sou eu?

Fazer um blog já estava nos meus planos há alguns anos... mas tempo vai tempo vem e nunca comecei um de verdade... esta é minha primeira tentativa.


Agora tem que sair... passa a ser uma exigência do mestrado.


Bem, para quem não me conhece vou me apresentar...


Eu sou Designer formado pela UFRJ, formei em Desenho Industrial - Projeto de Produto, no entanto nunca trabalhei em PP, por 15 anos trabalhei com comunicação visual, design gráfico, marketing em uma agência própria, a Pete Cabralis Design Ltda. Nesse tempo estudei Design de Interface para atender a um grande cliente no Rio de Janeiro e me apaixonei pelo tema.


Mas paixões não necessariamente são correspondidas... e fui descobrindo a educação e fiz duas especializações, Informática na Educação em Lavras e Educação a Distância na Católica de Brasília.


Ultimamente andei estudando o design de interface para LMS (para quem não sabe...LMS significa Learning Management System... ou sistema de gerenciamento de aprendizagem... mais conhecidos como Ambientes Virtuais de Aprendizagem).


Este estudo me levou ao Mestrado em Tecnologias da Educação, que estou cursando desde fevereiro na PUCMINAS e agora mesmo acabei de me ver afundado em um blog com podcast, que é meu tema de pesquisa... o podcast na educação, mais precisamente na formação inicial de professores, quando o projeto ficar pronto eu coloco ele aqui para que vocês vejam... no geral não se trata de estudar o podcast na educação e sim fazer uma ação pesquisa para que o graduando em pedagogia aprenda a fazer e a usar o podcast de forma inteligente para que ele possa ensinar através do blog com podcast.


As idéias ainda estão meio cruas, preciso de mais leitura, aliás se alguém tiver uma bibliografia para indicar serei muito grato!


Voltando à minha apresentação... ah... me apresento mais depois, tá ficando tarde e eu ainda tenho que paparicar meus nenéns!


Abraços


Rodrigo