Ser o coletor de lixo da família tem cá suas vantagens...
Eis que recebo de minha tia, irmã de minha mãe, um “papel velho” que ela ia jogar fora, mas que como eu gosto de guardar “velharia” ela me mandou para me agradar... E eu recebo sempre com a mesma alegria, os papéis velhos e as antiguidades, pois se deixar o critério de escolha por conta delas acabo por não receber nada...
Trata-se de uma peça de comunicação visual datada de 1940 que divulga o lançamento do filme de Frank Capra entitulado: “A mulher faz o Homem” (Mr. Smith goes to Washington http://www.imdb.com/title/tt0031679/ ).

A beleza da peça gráfica é impressionante, bem como seu estado de conservação, no cartão principal(100x150mm) tem um jornaleiro mirim gritando: - EXTRA! E debaixo de seu braço está encartado o jornal “A voz da Columbia” (80x108mm fechado, 80x54mm dobrado e 108x160mm aberto, impresso a uma cor frente e verso) datado de Julho – Agosto de 1940 – Anno II – no. 17, estréia anunciada para segunda-feira, dia 5 de agosto de 1940 no PLAZA, na Cinelândia, Rio de Janeiro. Impresso pela Casa Vallelle.
Coincidentemente, pesquiso na internet e encontro que, o prédio do Cine Plaza, fechado há 20 anos, foi comprado e será reformado para uma revitalização da cinelândia. (a notícia é velha, data de 23 de julho de 2006 http://www.sinduscon-rio.com.br/sindusletter/sindusletter_260706/n3.htm ) e encontro um site com curiosidades da cinelândia em http://www.centrodacidade.com.br/acontece/vs_cine.htm .
Se alguém aí souber como anda a reforma do Plaza e se ele já reabriu, me avise, pois tenho em mãos um viajante do tempo que talvez tenha interesse em reencontrar o velho amigo!
Vejam os detalhes da peça que escaneei nas minhas fotografias e a original ficou guardada com muito cuidado pelas minhas traças ao abrigo das minhas crianças... J
Abraços
que maravilha, Rodrigo!
ResponderExcluirnão to sabendo nada sobre o Plaza, mas qlq novidade, sempre alerta!
tenho umas revistas com o casamento dos meus avós, audições de piano com minha mãe pequena, umas relíquias sem preço..
beijão!
Rodrigo
ResponderExcluirCada vez mais meu "quase-eu" :-)
Bela história, sem o passado o presente fica pobre.
Ainda criança eu também salvava papeis, cartas, cartões postais, até móveis que meus queridos ascendentes levavam para a lixeira. Tenho tudo comigo até hoje.
Importante que teus filhos te vejam fazendo isso e que eles entendam o motivo.
Traças são uma praga. :-(
Abraços
Hehehehe ... mês passado, em uma estação de metrô aqui em Paris, eles estavam arrancando todos os cartazes de propaganda das paredes e, depois de uns tantos centímetros de papel raspado, se depararam com jornais da II Guerra, durante a ocupação nazista, com notícias sobre deslocamento de pessoal e estações para renovação de passes para os que tinham de atravessar a fronteira entre a França ocupada e o governo de Vichy.
ResponderExcluirUm colega meu tirou algumas fotos em um dos intervalos do pessoal raspando as paredes. Vou ver se pego as fotos com ele. :-)
opa, posta aqui, Aram, que interessante!
ResponderExcluirSe vocês observarem a coincidência da data... hoje chegou este material para mim e amanhã é 5 de agosto... 67 anos depois...
ResponderExcluirCoincidencia ou não, amanhã também é aniversário da Alice, minha filha número 2 que fará 4 anos.
Marcinha, eu recebi hoje também um Boletim escolar da minha Avó!
No Grupo Escolar Modelo da Parahiba. Com notas de aproveitamento datado de 1919, minha avó tinha na época 16 anos e estava no terceiro ano do primeiro grau. Tem nele as assinaturas da minha bisavó!
Pois é Roberto, eu também, alguma coisa não tenho mais apenas por ter estragado mesmo...
ResponderExcluirMinhas traças estão sob controle... eu dou naftalina para elas cheirarem e elas ficam doidonas e pedem mais. Nossa relação com as traças é muito tranquila... tenho mais medo é dos cupins, há uns 15 anos atrás eu descobri no armário da minha mãe, um ninho exatamente dentro de um águm de fotografias da família que tinha mais de 100 anos! Foi uma tristeza! Não deu prá salvar nada...
Serviu de lição... fotos antigas, guardar em estantes que tenham alguma luz natural!
Posta aí que eu quero ver!
ResponderExcluirestive fazendo as contas...
ResponderExcluira primeira filha dos meus avós, minha tia, que faz niver no mesmo dia que eu (tá chegando, por sinal), nasceu em 1933. Então, a foto é de 1932, taqui comigo na parte social da revista.
E outras tb das audições de piano...minha mãe, minha tia e meu tio prontos pros recitais. Lindos!
Nós ainda não éramos contato, mas há dois anos postei aqui no mtp a saga da revolta contra os cupins..veio abaixo uma biblioteca inteira, inclusive algumas das revistas antigas. Dá um aperto no coração...vc bem sabe como é.
ResponderExcluirSei bem como eh isso. Sou de guardar com carinho tudo que a maioria das pessoas acha sem valor soh porque eh antigo.
ResponderExcluirEh bom saber que existem outros como eu. :)
Oi Flávia,
ResponderExcluirSe não houvessem pessoas como nós a história se perderia.
Conheço um bocado de gente que joga tudo fora, nunca guarda nada!
O que nos força a ter que guardar tudo.
Viva nós!
:-)
Apesar de adorar História, eu sou um desses que acaba jogando fora esses documentos todos. Guardo todos meus livros e mapas, mas documentos como propagandas, jornais e revistas, esses acabam eventualmente parando no lixo mesmo.
ResponderExcluirSe quiser virar o backup do arquivo nacional, posso mandar para você tudo que não for realmente lixo. :-) Tenho até um atlas escolar francês de 1920 em algum lugar da casa. :-))
Manda!
ResponderExcluirPode mandar, tenho espaço e gosto muito de coisa velha... heheeh antiga se preferir!
ResponderExcluir:-)
Já voltaste ao Brasil? Quando voltas?
Voltei e já fui de novo. Foi o tempo de dizer oi para a sobrinha e tchau para os pais e fazer uma entrevista de emprego. Ah, e uma partida de mah jong e quatro ou cinco de gamão.
ResponderExcluirAinda estou em Paris, tentando aprender francês e explorar as francesas. Nessa ordem e nada de trocar nada de lugar!
Você deve ficar por aí até quando?
ResponderExcluirEu e Andreia estamos planejando uma mega operação logística e ir a Paris no ano que vem, com todas as crianças, lá prá setembro de 2008, passar uns 20 dias.
Depois deste evento Paris nunca mais será a mesma!
Mais próximo da data vou contar com você para me mandar umas informações sobre preço de aluguel de estudio e lugares bons e acessíveis (no preço e na distância) para ficar por este período.
Abraços
Sem galho.
ResponderExcluirEu fico aqui até 28/setembro agora. Depois devo passar pela Suíça antes de voltar para o Brasil.
Tem vários sites com apartamentos para alugar e mapas de Paris para comparar distâncias etc. No momento eu estou alugando de uma senhora brasileira, mas não aconselho. Mês sim/mês não eu tenho de brigar com ela - muito enrolona e só pensa a curto prazo. Mas sai muito mais barato do que hotel ou alugar por temporada.
Uma coisa que eu não aconselho é vir aqui em julho/agosto ou mesmo na primavera. Na primavera chove e faz frio todos os dias, exceto quando chove muito ou faz muito frio. E julho é a época das chuvas de verão, com agosto sendo um calor de matar.
Pessoalmente prefiro final de setembro a dezembro. É frio, mas mais seco e chove pouco. Claro, com criança, ainda mais uma de um ano e meio (que a sua última vai ter até então), pode preferir vir em agosto para não ter um choque térmico muito grande.
E, claro, agosto é o mês que China e Japão invadem Paris!
Mas me avise pouco antes de vir que eu atualizo meus sites e passo todas as infos. Pena que estará longe do Rio, poderia passar os mapas e guias e sei lá mais o quê. Tem tanta coisa de viagem em casa que nem eu me lembro mais o que tenho se não estiver olhando.