Bolhas herméticas
Éramos nus e solitários, e criamos bolhas herméticas para nos proteger:
a roupa, do ambiente
o sapato, do chão
a casa e as armas, dos animais
a linguagem, da solidão e da ignorância
a família e a sociedade, da fraqueza
os veículos, da distância
os remédios, das doenças
a agricultura e a pecuária, da fome
as leis, de nós mesmos
a justiça, nossas leis
o governo, nossas terras
a guerra, nossas vontades
o dinheiro, da miséria...
a religião, do infinito
as regras, do caos...
Passamos a vida tentando nos proteger de algo,
vivemos nos encapsulando em camadas infinitas de bolhas
cada dia mais distantes do mundo e da realidade
temos a desculpa de que desejamos viver mais e melhor
Mas dentro dessas bolhas só encontramos o tédio da segurança
E só nos sentimos vivos quando essas bolhas se rompem.
Rodrigo Vieira Ribeiro
06-12-2009
Boa fotografia do nosso dia-a-dia, Rodrigo. Alguma natural inquietação e insegurança induzida foram substituidos pelo mortal tédio dos condomínio com grades elétricas. E convencemo-nos que assim é que está bem!
ResponderExcluirAbraço
Nos tornamos pequenos pela falta de qualidade e princípios que enriquecem o crescimento do indivíduo.
ResponderExcluirGrato por compartilhar o pensamento.
Abraços!
Muito bom , Rodrigo!! Obrigada pelo texto.
ResponderExcluirbjs
Bel