O tempo é uma coisa pessoal para mim... Imagino que deva ser para todos. Faz tempo que quero escrever sobre o tempo e não arrumei tempo para isso...
Mas hoje parece que vai dar...
Não quero falar sobre o tempo, meteorológico, que é um saco, mas do tempo fluído das horas, dos anos e das Eras. Aquela dimensão física que tem como melhor característica a de “passar”!
A temática é complexa, pois a quarta dimensão ainda é um grande mistério para mim, e imagino que para muita gente por aí.
A Era Moderna nos impeliu para frente, para a velocidade, para o tempo futuro.
Vivemos fazendo coisas e correndo para todo o lado pensando no que virá e lamentando o que já foi. Não vivemos o presente, o dia de hoje, só o porvir. Não temos tempo para nada, para nós, para os amigos, para a família, para o desenvolvimento pessoal, para olhar o mundo que passa aqui fora. Eu luto contra isso há muitos anos. Meu primeiro combate contra o tempo foi jogar o relógio de pulso fora, há quase 25 anos eu não uso relógio, mas o tempo social continua me enchendo o saco.
Hoje em especial é um dia de passagem, passagem de ano, primeiro dia do ano. Uma marca especial do tempo. Contém a simbologia do recomeço, de ter passado e não retornar mais os momentos ruins e os bons. Página em branco que foi aberta e deverá ser escrita, preenchida com os nossos feitos dia a dia.
Falarei o óbvio ululante: O futuro ainda está por formar, o passado é imutável a menos que existam Universos paralelos. Digo imutável pois, penso que, o passado se for mudado por alguém do presente o presente deixará de existir e se ele deixar de existir deixará de existir também o agente e a motivação da mudança e tudo voltaria ao normal ou se criaria um Universo paralelo. Mas, se existirem Universos paralelos eles serão Multiversos e não Uni... ô linguagem e ciência complicadas...
Imagino que a viagem no tempo só possa ser feita ao passado e apenas como observador ou em espírito, sem existência física, já que a materialização de massa no passado ou a comunicação entre viajantes e nativos poderia comprometer todo o presente e consequentemente o Universo.
Mesmo assim desejo ardentemente uma viagem no tempo ou contatos com viajantes do tempo. Desejo certezas para meu futuro e explicações sobre alguns fatos do meu passado, desejo, como qualquer pessoa desvendar o Mistério da vida.
Seguindo estes pressupostos e vontades me considero um viajante do tempo, pois sou ótimo com datas mas nunca sei que dia é hoje. Viajo constantemente de um segundo ao próximo. Viajo no tempo e envelheço proporcionalmente. Este grau de percepção sobre a minha condição de viajante me dá certa tranqüilidade pessoal.
Eu tenho conseguido perceber o meu presente e a minha presença. Parei de fazer coisas para o futuro e para os outros. Parei de me preocupar ou me culpar pelo passado.
Não me importa mais o futuro já que o aqui e o agora é a única coisa que existe
A internet colabora comigo nisso, eu escrevo aqui e tudo fica, posso voltar o quanto quiser. O tempo aqui pára! Aqui ainda encontro amigos mortos no Orkut como se estivessem vivos, aqui posso ver como era um site ou o mundo há algum tempo atrás. E aqui eu vejo o hoje, o presente.
Eu sou um otimista incurável, disso eu sei, e acredito que existam mais pessoas que pensam como eu. Vamos abandonar o futuro e viver o hoje, escrever hoje, sentir o hoje.
Vivo o hoje cada momento!
Para todos que viverão comigo este ano de 2010:
Que 2010 seja presente!
O Tempo é um Deus moderno, um mito. Só existe o presente, a memória e a imaginação.
ResponderExcluirAdoro essa imagem de Dali. Ótima escolha para ilustrar o seu texto.
ResponderExcluiro tempo é forjado...invenção nossa
ResponderExcluirNina e Ivan...
ResponderExcluirPartindo desses pressupostos, nos quais concordo plenamente:
1- Deus é invenção nossa (fácil...aliás... o "Crônida" que é o tempo).
2- Enchemos nossa vida com imaginação e coisas irreais... isso tb é fácil de entender.
Se só existe a memória e não o tempo, se é tudo imaginação, já que a memória se refere a um tempo que não existe de fato. Qual é a resposta para a questão: Se não existe o tempo, ele não existiu ou existiu e deixou de existir?
(a afirmação de que "Ele está morto" de Nietzche seria uma ótima percepção/resposta da coisa não acham?)
Abraços e adoro a visita de vocês aqui nesta extensão dos meus pensamentos!
Fernanda, é mesmo surreal a questão!
ResponderExcluir:-)
Abraços
Eu concordo com Nietszche, nós inventamos tudo, através da nossa megalomania insatisfeita, por outro lado, devido também ao nosso medo - maior que a megalomania - de sermos mortais e não o sabermos fazer sozinhos. Tem que ter amigo imaginário na história. Sozinho, népia. Dizem "our greatest achievement - não superado no entanto - is to understand the main diference between good and bad...Mas porque tem de haver sempre meio termo? Pro outro termo não dormir sozinho.
ResponderExcluirAfinal, o passado existiu, inventado tb por nós. A cronologia é uma porra, e se tudo for no mesmo sgmento, na mesma linha e nós "sêssemos" tão murcas que precisemos de diagonais, transversais e coisa e tal?. Pode ser mais uma dimensão do nosso poder criativo, criar problemas, inventar ificuldades, somos optimos nisso. O desafio deve continuar a existir ou então o suicidio deixa de ser uma coisa pra covardes/corajosos e torna-se um prato de dia com direito a exéquias, não?
Abraço. E se o tempo e Deus e Diabo e extra-terrestres existirem, o que a minha imaginação permite, o suicidio torna-se uma coisa mais sofrível? Ou mais permitida?