http://acoisaehpessoal.wordpress.com/2011/02/02/ser-extemporaneo/
Meu tema aqui hoje é basicamente marketing... sucesso ou fracasso profissional/empresarial. Começarei com uma premissa errada: "O povo é burro mesmo" não sabe dar valor às melhores coisas que aparecem. Apenas uns poucos conseguem dar valor ao que essa empresa(pessoa ou produto) oferecem!
"você apresenta uma proposta inovadora, demonstra que ela dá certo, mas o povo prefere as promessas encantadoras… " , inegavel e tristemente.
ResponderExcluirGrato por publicar.
Abraços!
Rodrigo considero o que você escreve como verdadeiro. Mas eu não chamo as pessoas de burras ou considero qualquer um picareta.
ResponderExcluirNa verdade, pela sua lógica eu sou um picareta, porque desde de que larguei a carteira assinada em troca da aventura de ser "mico"-empresario, já vão quinze anos, observei que o fato de uma proposta inovadora - com todas a consequencias aí embutidas - não garante a sua venda. É preciso não só pintar de dourado a proposta - demonstrar os cases (que não faço por conta dos NDAs)- mas também entender a pessoa que está do outro lado do balcão, e não simplesmente chamá-las de burras porque não reconhece o seu valor.
Esse é o leão que tem que ser abatido todos os dias. Entender todos os aspectos do cliente, inseguranças, ego..., e aí ajustar a negociação. Já perdi a conta de quantas vezes ligo para um cliente e sou maltratado. Aliás esses são os melhores, porque sei onde piso. E é exatamente o que você escreveu, para a outra ponta, seremos sempre quem fica de quatro - quanto maior o cliente pior é - mas é aí que entra a política e o traquejo.
Novamente, o que você escreve é verdadeiro, mas se me permite uma sugestão impertinente, antes de chamar as pessoas que não reconhecem a boa idéia de burras, veja se você está abordando as pessoas certas e da forma certa. Porque um projeto de um milhão, requer muita, muita saliva... e muita política (honesta).
Um abração
Olá Eduardo,
ResponderExcluirGostei muito das suas colocações, nada impertinentes. Elas me trouxeram à necessidade de um pequeno esclarecimento... todas as vezes que aprofundo nessas questões, tentando descobrir como fulano ou siclano chegaram realmente ao sucesso em seus empreendimentos aqui no Brasil (digo sucesso, muita grana e muita venda e não continuidade sustentável -pois essa do dia a dia é super possível) eu descubro que o fulano ou siclano fez a abordagem correta... ou seja subornou ou, sendo menos enfático, agradou com situações, presentes e muitas vezes com dinheiro mesmo, um subalterno que ajudava nas decisões ou um gerente. (sem falar em vendas para o Governo ou Instituições sem fins lucrativos que é um capítulo à parte...)
Muitas vezes as excelentes idéias são barradas pelos gerentes ou subalternos apenas por inveja...
Só se convence pela razão de investir ou participar de uma inovação o dono ou quem está diretamente comprometido com o real crescimento da empresa.
No plano geral é muito mais complicado que meramente fazer a abordagem correta. E eu trabalho para destimistificar o marketing, pois o que tem sido feito por aí é meramente história para boi dormir levando os pequenos mico-empresários a acreditar nessa lenga lenga e a perder o pouco que tem para pagar impostos e sustentar a família sem qualquer segurança, justiça ou tranquilidade.
Quanto ao povo ser burro... essa constatação não é minha... fala-se em "massa ignara", "rebanho", "influenciáveis"... etc...o que termina dando no mesmo... burro no sentido de empacado em idéias pequenas, sem autonomia, sem capacidade de escolher por si só...
Nos meus textos eu procuro provocar mesmo... gerar esse desconforto e essa perda de equilíbrio. Sei que existem planos de marketing impecáveis, honestos e corretos, eu mesmo os produzo e aprendi com quem sabia fazer, mas só paga por eles quem está disposto a parar de enganar seu público.
O caminho do fácil é muito longe do caminho do correto. Não que eu pregue qualquer moral, mas não aguento ver bons produtos e serviços perderem para produtos e serviços de baixa qualidade apenas por que o povo prefere a abordagem fantasiosa e do caminho fácil. (perca peso agora... pergunte-me como)
Quanto à picaretagem... de fato não há picareta que se reconhece como um... uma mentira só funciona se quem a transmite acredita nela... faz parte de uma doutrina pessoal... o Picareta é picareta sim... não faz idéia do que está falando e é lotado de fé e convicção e convence as pessoas a tomar o caminho errado, a comprar porcaria no lugar de coisa boa...
Em Educação isso tá lotado, pois é um campo que se sabe pouco (diferente de cosméticos por exemplo que seus efeitos são imediatos) e tudo o que se diz e se faz só se poderá comprovar muitos anos depois...
As escolas picaretas acreditam que fazem bom serviço, mas só vendem diploma. O povo que acredita em milagres, fantasias e vida fácil aceita em comprar o diploma desde que isso seja feito às escondidas.. com fingimento, falso esforço e tudo o mais...
Novamente junto o burro e o picareta... um não vive sem o outro e ouso dizer que nessas pessoas convive um pouco dos dois, pois quem aceita uma picaretagem é tão picareta quanto.
Tô julgando? Estou sim... fazemos isso 24h por dia!
Abração!